quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Projeto de Doação de Sangue



Tema: "Quem doa sangue doa vida."

O Brasil diariamente necessita de 9500 bolsas de sangue e a cada ano milhões de pessoas precisam de transfusão de sanguínea. Atualmente, a solidariedade tornou-se a solução para muitos problemas da nossa sociedade, a união e a cooperação podem ajudar a resolver boa parte das dificuldades do cotidiano.
Está comprovado que uma doação de sangue pode salvar até quatro vidas; ser um doador significa participar desse movimento solidário. Faz bem pra quem recebe e engrandece quem doa.
A doação de sangue é um procedimento rápido e seguro, utilizam-se materiais descartáveis, não prejudica a saúde, não engrossa e nem afina o sangue e doar uma vez não significa a obrigatoriedade de doar sempre. Os homens podem doar a cada 3 meses (máximo 4 vezes ao ano) e as mulheres a cada 3 meses ( máximo 3 vezes ao ano) , considerando ainda estabelecer convênio e parcerias com instituições conceituadas como a Fundação Pró-Sangue.
Um simples gesto de doação na maioria das vezes transforma o doador em um herói, pois, seu sangue qualquer q seja o tipo pode aliviar um sofrimento, diminuir angústia, desenvolver esperança e acima de tudo pode salvar uma vida.
Contudo, é de suma importância o esclarecimento quanto a mobilização da população para que os hemocentros estejam sempre aptos para atender a quem precisa , ou seja, reanimando ou até mesmo salvando vidas,essa tarefa é de todos,pense nisso e seja um doador.


METODOLOGIA

Método de abordagem

Será utilizado o método indutivo em uma linha qualitativa em que buscara analisar as informações e convencer as pessoas da importância de doar sangue.

Método de Procedimento

Eprega-se-ão, concomitantemente, os métodos histórico e funcionalista.
Para a realização do trabalho serão realizadas as seguintes tarefas:
• Pesquisas bibliográficas;
• Coleta de dados;
• Divulgação por meio de comunicação de massa;
• Realização de palestras nos centros educacionais;
• Proporcionar um atendimento técnico – cientifico na execução do projeto;
• Tabulação e análise de dados.



REFERENCIAL TEÓRICO

A Hemoterapia no Brasil segue os rumos de uma história apaixonante pelas situações e pelos atores que a protagonizaram, desde a fase "pré-científica".
Do ato que era realizado pelos cirurgiões ou anestesistas para maior segurança de seus atos cirúrgicos, aos poucos foi se diferenciando como especialidade e, então, saiu das mãos daqueles especialistas para, com a criação dos bancos de sangue, posteriormente denominados serviços de hemoterapia, tornar-se um procedimento privativo de especialistas hemoterapeutas.
A principal interlocutora dos organismos internacionais era uma mulher, não médica - a Sra. Carlota Osório, presidente da Associação Brasileira de Doadores Voluntários de Sangue, que tinha acesso aberto aos gabinetes governamentais, inclusive no exterior, onde era considerada a principal figura brasileira contra a comercialização do sangue e conseguia influenciar ministros de estado nas políticas governamentais de saúde.
Nas décadas de 70 e de 80, algumas iniciativas foram fundamentais para que a Hemoterapia brasileira ultrapassasse as barreiras do compadrio e do regionalismo.
Em 1976, o médico hemoterapeuta Francisco Antonácio, do Hospital das Clínicas/FMUSP, a convite do Ministério da Saúde percorreu diversos estados do Brasil e apresentou um relatório sobre a coleta e distribuição de sangue no território brasileiro, preconizando a implantação de hemocentros públicos nas capitais estaduais, com apoio governamental e baseado na doação voluntária de sangue. Chegava a minúcias, estabelecendo, inclusive, o padrão de equipamentos e de material de consumo a serem utilizados nos serviços.
Em 1977 era inaugurado o Centro de Hemoterapia e Hematologia de Pernambuco - Hemope - o primeiro do Brasil. Três anos depois, inaugurava-se o segundo hemocentro, o do estado do Pará - Hemopa.
A chegada dos hemocentros, com a doação de sangue exclusivamente baseada no voluntariado, proposta já defendida pela SBHH, além dos pesados investimentos governamentais, trouxe a depuração do setor. Serviços privados e oficiais que, até então, não tinham a percepção da concorrência, passaram a ter dificuldades em manter as suas clientelas. Os mais ágeis antenados às mudanças, conseguiram se modernizar, adaptando as suas estruturas organizacionais aos novos tempos e, assim, sobreviver.
Os autores referem a atuação fundamental da Sociedade Brasileira de Hematologia e Hemoterapia (SBHH), então presidida por Celso Guerra, na campanha de doação voluntária de sangue.
Celso Guerra percorreu todo o Brasil, divulgando a campanha e os seus princípios, até convencer as autoridades sobre a importância da proibição da doação remunerada. Possivelmente deve ter cruzado com Luiz Gonzaga dos Santos, outro paladino, que visitava todos os estados brasileiros, no processo de implantação dos hemocentros.
Então, o que parecia improvável aconteceu em 1980. A doação voluntária de sangue era viável no nosso país e a remuneração foi posteriormente tornada proibida pelo Ministério da Saúde.